No entra e sai de governo, o Sinsaúde segue lutando pelos trabalhadores e pela democracia

Apesar do clima de intolerância e agressividade que intoxicou a campanha, todos puderam exercer livremente o seu direito de escolha.

30/11/2018

O dia em que o Sinsaúde completou 80 anos foi também o dia em que os brasileiros foram chamados às urnas em segundo turno para decidir os rumos do Brasil em uma das eleições mais acirradas desde a redemocratização. Dois momentos simbólicos e que fazem de 2018 um ano significativo para a categoria da saúde e para o País, que vive uma profunda transição.

 


Apesar do clima de intolerância e agressividade que intoxicou a campanha, todos puderam exercer livremente o seu direito de escolha. Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito com 55,13% dos votos e, no Estado de São Paulo, o governador eleito João Dória Jr. recebeu 51,75% dos votos.

 


O Congresso Nacional também foi renovado. Dos 35 partidos existentes no Brasil atualmente, 30 conseguiram eleger pelo menos um deputado para ocupar as 513 cadeiras da Câmara. O número de partidos que conseguiram pelo menos uma das 81 cadeiras do Senado Federal subiu de 15 para 20.

 


O Congresso que emerge das urnas é mais fragmentado do que o atual, o que indica imprevisibilidade, e que a negociação política será mais trabalhosa e exigirá muito diálogo. Mas a grande beleza da democracia reside no fato de ser desenhada para comportar o projeto escolhido pela maioria dos cidadãos.

 


Dos políticos e governantes eleitos, os brasileiros e as instituições esperam agora que haja, acima de tudo, um amplo compromisso nacional em torno do bem comum e para que tudo funcione como é preciso. Que as conquistas sociais e trabalhistas sejam mantidas e que a democracia se consolide, pois é o sistema que favorece o trabalhador.

 


Esses são direitos que o SINSAÚDE defende ao longo de oito décadas e dos quais não pretende abrir mão. Em toda a sua trajetória – em tempos de recessão ou de pleno crescimento econômico, nos anos de ditadura, quando a entidade sindical chegou a ser fechada, e nos tempos de redemocratização - a luta em defesa dos trabalhadores sempre foi em torno desses direitos.

 


A construção de um sindicato só faz sentido se ele tiver a capacidade de defender os seus representados em um sistema democrático e justo. Neste novo ciclo que se inicia, tanto para o SINSAÚDE como para o País, a luta continuará sendo para manter as conquistas, proteger os direitos e construir um futuro melhor para o trabalhador.

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