O MOMENTO EXIGE REFLEXÃO E MOBILIZAÇÃO!

Por Leide Mengatti

30/08/2019

Todos os dias milhares de trabalhadores da área da saúde deixam suas casas em direção aos hospitais e clínicas para prestarem assistência aos pacientes. Encaram os seus plantões, muitas vezes de 12 horas, sem fazer distinção de classes ou acepção de pessoas. Os únicos objetivos em mente são: cuidar, tratar, minimizar o sofrimento e ajudar a salvar vidas.

 

O ambiente de trabalho, na maioria das vezes, é prejudicial à saúde desses profissionais, pois são expostos ao risco de contaminação por agentes biológicos (vírus, fungos, bactérias), pelo contato com pacientes doentes e materiais contaminados. Além disso, estão sujeitos à violência no local do trabalho (algumas vezes das famílias, outras vezes dos patrões), sem falar em todo o desgaste emocional, já que diariamente convivem com a morte, com o sofrimento e com a dor do outro.

 

Foram justamente essas condições duras de trabalho que deram ao profissional da saúde o direito à Aposentadoria Especial, ou seja, o direito de se aposentar mais cedo, a partir de 25 anos trabalhados em atividade especial, sem a imposição de uma idade mínima e sem a incidência do fator previdenciário (que reduz o valor do benefício de acordo com a idade do segurado).

 

Com a reforma da Previdência, já aprovada em primeira votação pela Câmara dos Deputados, esse direito está sendo arrancado dos trabalhadores da saúde. A reforma penaliza a classe trabalhadora, em especial as mulheres. Enquanto isso, os verdadeiros privilegiados - a classe patronal, os banqueiros - seguem intocáveis.

 

O Sinsaúde segue em direção aos 81 anos cumprindo o seu papel de proteger os profissionais da saúde, com uma trajetória marcada por lutas e muitas conquistas para a categoria. Por isso mesmo, não podemos e não vamos nos entregar. Reafirmamos o compromisso que temos com a categoria da saúde de continuar lutando. Vamos enfrentar a reforma da Previdência e a falta de responsabilidade social do governo.

 

Este novo cenário, mais do que nunca, exigirá o envolvimento dos trabalhadores nas ações do sindicato. É preciso fortalecer as entidades representativas para seguirmos lutando pelos interesses dos trabalhadores da saúde e para reduzir os danos causados por esta reforma.

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