Artigo - Leide Mengatti

Quatro meses se passaram desde o dia 11 de julho de 2017 quando foi aprovada a reforma trabalhista.

27/11/2017

Quatro meses se passaram desde o dia 11 de julho de 2017 quando foi aprovada a reforma trabalhista. Parecia muito tempo, porém, em 11 de novembro entrou em vigência a Lei 6.787 que altera as relações de trabalho.

 

Aparentemente, tudo se resumiria em deixar de pagar a contribuição sindical, que representa um dia de salário do trabalhador destinado às entidades sindicais, entretanto, o que seria um “custo” a menos para o trabalhador, pode ter um reflexo assustador em toda a estrutura do Sinsaúde. Estamos falando de mais de 4 milhões por ano, ou seja, 12% de toda a receita do Sinsaúde que é utilizada para manter uma estrutura de 19 sedes que abrangem mais de 170 cidades no Estado. Uma estrutura que assegura os benefícios que os trabalhadores usufruem, os quais foram conquistados com muita luta, como por exemplo: a jornada especial de trabalho de 12 por 36, com duas ou três folgas mensais; 6 horas com 5 ou seis folgas; 40 horas para setores administrativos; piso por função; auxílio-creche; feriado do Dia do Trabalhador da Saúde (12 de maio); horas extras com 50% e 100%; cesta de alimentos ou ticket alimentação, entre outros.

 

O Sinsaúde oferece também assessoria jurídica, departamento odontológico e seguro de vida; além de áreas de lazer como: colônia de férias, na cidade de Peruíbe, clube de campo e pesca, na cidade de Panorama e clube de campo em Campinas. Em outras regiões, o Sinsaúde mantém convênios a preços acessíveis e outros convênios que garantem menor custo aos trabalhadores.

 

O impacto na receita do Sindicato é iminente e todo este patrimônio pode estar comprometido se a categoria da saúde não adotar a responsabilidade de manter o seu Sindicato, já que este é um patrimônio de cada trabalhador. A lógica é simples, sem recursos o sindicato ficará limitado e você na mão do patrão.

 

O Sinsaúde existe há 80 anos com o objetivo de proteger os profissionais da saúde nas lutas diárias e nas conquistas que ultrapassam muitas vezes o nosso tempo de trabalho. Chegou até aqui forte e vibrante e com a ajuda dos trabalhadores que confiam no trabalho do Sindicato e sua diretoria, vai continuar sua jornada por muitas décadas.

 

Um abraço,

Leide Mengatti

Presidente do Sinsaúde Campinas e Região

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