Arquivo da Categoria ‘Dia a dia das negociações’

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Santa Casa de Araras: Com mobilização, trabalhadores garantem retorno de direitos e das negociações

Depois de lutar pelo direito de receber seus salários, agora é hora dos trabalhadores da Santa Casa de Araras saberem como andam as negociações sobre as demais reivindicações debatidas na reunião com a administração do hospital no dia 5 de setembro.
Para tomar conhecimento dos fatos, os trabalhadores devem comparecer à assembleia que os diretores do Sinsaúde farão nesta quinta-feira, dia 12, às 17 horas e 18h30, na sede do Sinsaúde (Rua Santo Antonio, 113, no Belvedere). “Não deixe de participar, porque a luta ainda continua”, diz Tereza Mendes, presidente da Subsede do Sinsaúde, em Araras.
Ela lembra que para garantir respeito aos direitos, os trabalhadores paralisaram as atividades no dia 14 de agosto e só voltaram às atividades no dia 22 quando a administração da Santa Casa prometeu pagar a diferença dos salários corretamente no dia seguinte. O que foi feito.

A greve
Foram necessários nove dias de paralisação e atuação firme dos trabalhadores junto com o Sinsaúde para que a administração da Santa Casa de Araras restabelecesse o pagamento do adicional noturno com 60% por toda a jornada de trabalho como vinha sendo feito há 19 anos e que foi retirada em julho. Comprometeu-se também a não descontar os dias parados e garantia de 120 dias de estabilidade para todos os funcionários.
Para o diretor jurídico do Sinsaúde, Anselmo Bianco, a determinação dos trabalhadores em lutar pelos seus direitos é que levou à vitória. “Eles deram um exemplo de civilidade e determinação durante o movimento, lutando pacificamente e não se deixando esmorecer, enquanto não conseguissem fazer com que o hospital respeitasse seus direitos”, diz.

Audiência na PRT
Para ele, a audiência de conciliação realizada no dia 21 de agosto, na Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), visando um acordo entre grevistas e Santa Casa foi determinante para que o hospital reconhecesse os direitos dos trabalhadores. Durante a audiência, o procurador Trabalho, Ronaldo José Lira, que mediou as negociações, propôs que o hospital restabelecesse imediatamente o adicional noturno de 60%, além do pagamento dos dias parados, implementada a jornada 12×36 e as demais reivindicações dos trabalhadores (ver quadro) e a retomada das negociações coletivas com o sindicato.

Redução de direitos
Para o presidente do Sinsaúde, Edison Laércio de Oliveira, quando o hospital reduziu o percentual e o período de horas do adicional noturno feriu não só a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como também a cláusula 44 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), assinado com o Sindicato. “Ambas as legislações garantem que as condições mais favoráveis aos trabalhadores têm que ser mantidas”, alerta Edison. “A administração não podia tomar esta medida, pois se esqueceu de que depois de tanto tempo, desde 1994, pagando por um benefício, não podia simplesmente alterar a forma de fazê-lo”, completa Tereza Mendes.

Mobilização
Segundo Edison, a evolução da categoria depende exclusivamente da mobilização e união dos trabalhadores. “Os direitos não vêm de mãos beijadas. É preciso luta de todos junto com o Sindicato, a única entidade capaz de conduzir os trabalhadores rumo à evolução, porque é o representante legal da categoria”,
diz ele, alertando sobre a  responsabilidade que todos têm em relação a seus salários e benefícios. “Os trabalhadores precisam se mobilizar e se sindicalizar, ficando unidos ao Sindicato na luta por melhores salários e condições de vida e de trabalho. “Não é fácil conquistar, mas para perder, basta o trabalhador não valorizar os direitos que conquistamos ao longo dos anos”, alerta o presidente do Sinsaúde.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Santa Casa de Bragança Paulista retorna com terceira e sexta folgas

Após a Santa Casa de Bragança Paulista suspender a 3ª e 6ª folgas em meses alternados dos trabalhadores, o Sinsaúde agiu rápido e não só conseguiu o retorno delas imediatamente, como conquistou que fossem concedidas em todos os meses a partir de dezembro deste ano.
Tomando conhecimento da retirada do direito, o Sinsaúde realizou assembleia  com os trabalhadores e oficiou o hospital, reivindicando o retorno imediato das folgas. Mediante o documento, a diretoria do hospital convidou o Sinsaúde para uma reunião, a qual aconteceu dia 15 de agosto.
“No encontro, depois de muitas negociações e esclarecimentos, o Sinsaúde conseguiu reverter a situação e manter as folgas em meses alternados e ainda conquistou a inserção delas em todos os meses, o que  passará a vigorar a partir de dezembro desde ano”, diz Vicentina da Silva Melo André, diretora do Sinsaúde em Bragança Paulista.

Feriados
A concessão da 3ª e 6ª folgas compensam todos os feriados civis e religiosos, à exceção do 12 de maio, Dia Estadual do Trabalhador da Saúde, que é feriado para a categoria. “Quem trabalhar neste dia terá uma folga a mais dentro do respectivo mês ou as horas trabalhadas como extra”, lembra Vicentina.

Mobilização
A evolução da categoria depende exclusivamente da mobilização e união dos trabalhadores. “Os direitos não vêm de mãos beijadas. É preciso luta de todos junto com o Sindicato, a única entidade capaz de conduzir os trabalhadores rumo à evolução, porque é o representante legal dos trabalhadores da saúde”, diz Edison Laércio de Oliveira, presidente do Sinsaúde.
Ele ainda destaca que a mobilização dos trabalhadores da Santa Casa para garantir o respeito aos seus direitos foi válida, apesar do pequeno número de funcionários que participaram das assembleias. Diante disto, ele faz um alerta sobre a responsabilidade que todos os profissionais têm em relação aos seus salários e benefícios. “Os trabalhadores precisam se mobilizar e se sindicalizar, ficando unidos ao Sindicato na luta por melhores salários e condições de vida e de trabalho. Não é fácil conquistar, mas para perder basta o trabalhador não valorizar os direitos que conquistamos a duras penas ao longo dos anos”, alerta o presidente do Sinsaúde.

Conquistas Sinsaúde
estão acima da lei
Os benefícios que os trabalhadores da saúde usufruem hoje estão acima da lei. São verdadeiras conquistas do Sinsaúde, que melhoraram as condições de trabalho de toda a categoria. Por isso, o Sinsaúde realiza assembleias para que os profissionais exponham suas necessidades e interesses e, juntos, lutam para tornar realidade as reivindicações. Não está na hora de você se sindicalizar, participar mais e se mobilizar por melhores salários e condições de trabalho?
Além das ações trabalhistas, o Sinsaúde garante uma série de opções de lazer e cultura. Veja na página 2 o que a entidade coloca a sua disposição e também para a sua família. Não vale a pena ser sindicalizado e usufruir de tudo isso?

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Trabalhadores da Santa Casa de Itapira precisam se mobilizar para serem valorizados

Todos os anos, durante a Campanha Salarial, o Sinsaúde luta para que sejam feitas negociações diretamente com o hospital, celebrando, assim, o fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que assegura as necessidades específicas dos trabalhadores.
Entretanto, a Santa Casa de Itapira se nega a negociar com o Sinsaúde e prefere aguardar a Convenção Coletiva com o sindicato patronal, Sindhosp, oferecendo o mínimo aos seus funcionários, que não recebem sequer o piso estadual paulista.
Até agora, o hospital não ofereceu nenhum reajuste salarial aos trabalhadores, que precisariam estar mobilizados para exigir melhores salários e condições de trabalho.
“Fizemos a nossa parte. Convocamos os trabalhadores para assembleias a fim de definir as formas de luta da categoria, mas a participação foi mínima, tivemos 1% dos funcionários participando. Assim, não temos forças para exigir melhores condições de trabalho com o patrão”, destaca o presidente da Subsede do Sinsaúde, em Itapira, Ademir Nani.
Além disso, existem diversas irregularidades na Santa Casa de Itapira, pois o estabelecimento não cumpre o piso estadual paulista para o setor de apoio, atrasou em cinco dias o último pagamento de salário dos enfermeiros e ainda dobrou o preço do almoço vendido aos funcionários. Desde  junho, o valor do prato passou de R$2,50 para R$5,00.
Outro problema enfrentado pelos trabalhadores da Santa Casa é  com relação à cesta assiduidade, que garante aos funcionários que não tiverem faltas ou atrasarem uma cesta básica, contendo produtos de higiene. Entretanto, este benefício não está sendo entregue da maneira correta, como explica a diretora do Sinsaúde em Itapira, Roseli Aparecida Silva Garcia.
“Se os trabalhadores atrasam um minuto no mês, a administração não entrega a cesta assiduidade. Isto é um abuso, tendo em vista que existe uma tolerância de dez minutos assegurada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).”
O Sinsaúde já possui uma ação na Justiça do Trabalho reclamando este benefício, assim como o cumprimento do piso estadual paulista, entretanto esta situação poderia ser diferente se os trabalhadores se unissem para reivindicar o cumprimento de seus direitos.
“Conquistas só virão com mobilização dos trabalhadores, pois o Sindicato sozinho apenas terá condição de acionar judicialmente quanto às irregularidades, o que já é feito há anos, porém, infelizmente, os processos são demorados e não trazem o sentimento de justiça esperado de imediato. Então fica este alerta para a reflexão”, enfatiza o presidente do Sinsaúde, Edison Laércio de Oliveira.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Após acordo, trabalhadores da Santa Casa de Araras finalizam greve

Depois de nove dias de greve, os 750 trabalhadores da Santa Casa de Araras retornaram ao trabalho na manhã desta sexta-feira, dia 23 de agosto. Eles acataram a proposta de acordo feita pela administração do hospital que garantiu o retorno do pagamento do adicional de 60% sobre toda a jornada de trabalho, isto é, das 18 às 6 horas, como vinha sendo feito desde 1994 e que foi retirada em julho passado.
A direção ainda se comprometeu a pagar as diferenças salariais, pagar os dias parados e garantir estabilidade de 120 dias para todos os funcionários. Além disso, serão retomadas as negociações relativas aos demais pontos reivindicados pelos trabalhadores. Uma nova reunião já foi agendada na próxima quarta-feira, dia 28, ainda sem horário definido.

Para o diretor jurídico do Sinsaúde, Anselmo Bianco, que participou ativamente do movimento, os funcionários deram um exemplo a ser seguido. “Eles se mobilizaram pacificamente e com determinação para garantir o devido respeito aos seus direitos”, diz.

A reivindicações pendentes
A paralisação dos funcionários da Santa Casa de Araras começou no dia 13 de agosto quando a administração do hospital reduziu os salários dos trabalhadores em virtude da aplicação do adicional noturno de 60% para 40% sobre o período das 22 às 6 horas. Este foi o motivo principal que levou os trabalhadores a se mobilizarem, mas outras reivindicações fazem parte da pauta encaminhada à administração.
Entre elas, está a necessidade de contratação de mais funcionários, principalmente para os setores de enfermagem, copa, cozinha, rouparia e limpeza, além de treinamento para os profissionais quando da mudança de setor (inclusive na enfermagem), e que ela seja efetuada somente na próxima escala; concessão de duas folgas juntas, conforme escala a ser elaborada em conjunto com a chefia uma vez por mês, como já eram concedidas; de 36 horas de descanso quando houver mudança da jornada especial de trabalho de 12×36 (noturno) para seis horas (diurno), não podendo ser utilizado o horário vespertino, das 17 às 23 horas; e do intervalo de alimentação e descanso de uma hora na jornada 12×36 e de 15 minutos na de seis horas e que não sejam obrigados a anotar o intervalo de alimentação e descanso, sem que haja o referido gozo.
Saiba mais

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Complexo Famema: Caso não haja proposta da direção, trabalhadores se mobilizam para a greve

Em assembleia realizada nesta terça-feira, dia 13 de agosto, os trabalhadores da saúde do Complexo Famema decidiram pela realização de uma nova assembleia no dia 20 para avaliar e deliberar sobre uma possível greve, caso os profissionais não recebam uma proposta de reajuste salarial.

Isso porque o diretor-geral do Complexo Famema ainda não apresentou uma proposta de aumento salarial, passados dois meses da data-base da categoria, que é 1º de junho.

A mesma situação aconteceu nos dois anos anteriores (2011/2012 e 2012/2013), quando os trabalhadores do Complexo Famema ficaram sem reposição salarial.

Na época, o Sindicato organizou o movimento paredista, porém o mesmo não teve adesão da categoria.

Como os trabalhadores não aderiram ao movimento, o Sinsaúde entrou com ação na Justiça do Trabalho para garantir os benefícios e a reposição das perdas salariais de 2011 e 2012. A audiência já foi realizada e agora é aguardada a decisão da Justiça.

“É nítido que os salários dos trabalhadores estão defasados. Precisamos de muita união e mobilização da categoria para mudar este cenário”, salienta o presidente da Subsede do Sinsaúde em Marília, Aristeu Carriel, lembrando que a diretoria do Sinsaúde está desde abril negociando com direção do Complexo Famema.

“Estivemos desde o início negociando com o diretor-geral do estabelecimento de saúde. Agora, somente com a união de todos os trabalhadores em uma mobilização geral, iremos conseguir repor as perdas salariais e fechar a Campanha Salarial 2013/2014”, frisa.

Mobilização
Diante desta situação, o presidente  do Sinsaúde, Edison Laércio de Oliveira, lembra que todas as grandes conquistas da categoria foram frutos de muita luta e mobilização. “Nada nos será dado de mãos beijadas. Precisamos nos unir e fortalecer o Sindicato se quisermos mudar esta situação”, alerta ele.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Associação Sanjoanense de Prevenção à Aids: funcionários têm pisos salariais readequados

A diretoria do Sinsaúde, sempre atenta às condições de trabalho dos profissionais da saúde, atuou mais uma vez em defesa da categoria, garantindo a regularização do contrato de trabalho dos funcionários da Aspa (Associação Sanjoanense de Prevenção à Aids).

Isso porque foi observado que o estabelecimento de saúde estava cumprindo as cláusulas da Convenção Coletiva com o sindicato patronal Sindhosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clinicas do Estado de São Paulo).

Entretanto, a associação não se enquadra na categoria de hospitais privados e sim de instituições filantrópicas, devendo seguir o Sinbfir (Sindicato das Instituições Beneficentes, Filantrópicas e Religiosas do Estado de São Paulo).

“Após detectado o erro, foi encaminhado ofício à administração da Aspa, exigindo o cumprimento da convenção coletiva com o sindicato correto, tendo em vista que os pisos salariais praticados pelo Sindhosp são consideravelmente menores que os praticados pelo Sinbfir”, explica o presidente da Subsede do Sinsaúde, em São João da Boa Vista, Paulo Gonçalves.

Em resposta ao ofício do Sinsaúde, a administração da Aspa garantiu que vai cumprir de imediato as questões salariais, aplicando os novos pisos, de acordo com cada função e pagar os remanescentes de janeiro a junho de 2013.

Além disso, a Aspa se dispõe a discutir as demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho para que os trabalhadores não sejam lesados.
“Ações como esta mostram que a presença do Sindicato é de suma importância para a categoria. Se não fosse o Sinsaúde, quem estaria fiscalizando as condições de trabalho dos profissionais, lutando pelo cumprimento de seus direitos e buscando mais benefícios?”, questiona o presidente do Sinsaúde, Edison Laércio de Oliveira, lembrando que a força de um sindicato está em seus associados. “Seja sócio do Sinsaúde e ajude a construir um Sindicato mais forte e combativo para lutar junto com os profissionais da saúde e garantir um futuro melhor para a categoria”, finaliza Edison.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Hospital Estadual Sumaré: Com mais de 300 trabalhadores, assembleia dá início à Campanha Salarial

Com uma grande adesão da categoria, foi realizada no dia 19 de julho a primeira assembleia de negociação da campanha salarial no Hospital Estadual Sumaré, cuja data-base, diferente dos demais estabelecimentos, é 1º de agosto.

Na ocasião, os trabalhadores expuseram suas necessidades e mostraram que esta campanha salarial promete muita mobilização dos trabalhadores. “Tivemos mais de 300 pessoas participando ativamente da assembleia, pontuando as necessidades específicas no ambiente de trabalho, o que mostra a mobilização da categoria por melhores condições de trabalho”, salienta a diretora de Comunicação do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento.

Entre as reivindicações dos trabalhadores está o reajuste salarial de 20%, aumento do vale-refeição, jornada de 30 horas semanais, 3ª folga para os trabalhadores que atuam na jornada 12×36; 6ª folga para os trabalhadores que atuam na jornada de seis horas diárias, fim do banco de horas e equalização de todos os benefícios com os da Funcamp.

“Uma reunião para apresentar as reivindicações dos trabalhadores já estava agendada esta semana, mas foi suspensa pelo hospital. Agora, o Sindicato está aguardando a confirmação de uma nova reunião e, após a realização da mesma, retornaremos, em assembleia com os trabalhadores, expondo os resultados obtidos”, explica o diretor de Assuntos Jurídicos do Sinsaúde, Anselmo Bianco.

Representantes
Atualmente, os trabalhadores do Hospital Estadual Sumaré estão sem representante. Por este motivo, será aberta, posteriormente, inscrição para associados interessados em se candidatarem e concorrem à eleição.