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Sindicato da Saúde de Campinas e Região, 11/20/2008

Trabalhadores da Fundação de Marília deflagram greve por melhores salários



Profissionais da saúde da Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília, administradora do Hospital das Clínicas, Materno-Infantil, Hemocentro e Ambulatório Mário Covas, estão em greve desde as 6 horas da manhã da terça-feira, 17 de junho. Eles reclamam melhores condições de trabalho, incluindo reajuste de 10% nos salários e aumento do tíquete-refeição dos atuais R$ 4,00 para R$ 10,00. “A falta de atenção e avanço concreto das negociações, iniciadas há cinco meses, foi o que motivou a tomada de decisão dos funcionários”, aponta o presidente da Subsede do Sinsaúde em Marília, Aristeu Carriel. Ele garante que o retorno ao trabalho somente acontecerá após a conquista das reivindicações. A adesão à greve atinge a maioria dos funcionários das unidades de saúde ligadas à Fundação.

Greve

Conforme determinação legal, o Sinsaúde fez as notificações necessárias e se reuniu com a diretoria para definir escalas de revezamentos de plantão de urgência e emergência. “Se for feita alguma proposta que beneficie os trabalhadores, a mesma será estudada pela diretoria sindical e levada para ciência deles, que decidirão, em assembléia, o que fazer”, avisa Aristeu Carriel, presidente da Subsede do Sinsaúde em Marília.

Segundo Aristeu, as negociações começaram em janeiro e até agora a diretoria da Fundação não apresentou qualquer proposta. Por isso, desde maio os trabalhadores já estavam em estado de greve. A decisão inicial era deflagrar a greve dia 15 de abril, mas em função de abertura de novas negociações, agora com a intervenção da diretoria da Faculdade de Medicina de Marília (Famema), o movimento foi suspenso. “Mesmo assim não houve avanço e nenhuma proposta satisfatória da Instituição foi apresentada, o que levou os trabalhadores a se organizarem para greve”, informa Aristeu. “Não podemos permitir que os empresários desrespeitem os benefícios conquistados a duras penas ao longo dos anos ou desvalorizem as condições salariais de seus profissionais. Queremos a abertura imediata das negociações, visando um acordo que permita o retorno das atividades normais em todas as unidades de trabalho, conclui o sindicalista. Ele ainda destaca que o maior objetivo da diretoria sindical é lutar pela evolução dos trabalhadores, que devem se manter unidos e mobilizados junto com o Sinsaúde.

 

Sindicato da Saúde de Campinas e Região
Maio/2008