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Sindicato da Saúde de Campinas e Região, 11/20/2008

Trabalhadores da Fundação Marília retornam ao trabalho


Depois de seis dias de paralisação, os trabalhadores da Fundação Marília, administradora do Hospital das Clínicas, Materno-Infantil, Hemocentro e Ambulatório Mário Covas, voltaram aos serviços. A greve que iniciou no dia 17 de junho terminou ontem, 23 de junho, às 10 horas.

A volta ao trabalho só foi possível após a reunião de negociação realizada no dia 23 de junho entre Sindicato e representantes da Fundação. O acordo que colocou fim à greve prevê a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o que garante aos trabalhadores as conquistas sociais já existentes, reajuste no valor do tíquete-refeição de R$ 4,00 para R$ 7,00 (75% de reajuste), negociação permanente com a diretoria para buscar recursos financeiros junto ao governador do Estado visando a melhoria das condições salariais e reuniões permanentes para avaliação das condições de trabalho, além da implantação das NRs 32 e 24.

"Garantimos ainda que não serão descontados os dias parados e nenhum funcionário sofrerá punição em virtude do movimento", explica Aristeu Carriel, presidente da Subsede do Sinsaúde em Marília. Pela Fundação, assinaram a ata que determinou o fim da greve Luiz Carlos de Paula e Silva, Francisco Vendito Soares e Lúcia de Fátima Furlan Borges.

"Ainda temos uma longa jornada pela frente, mas os trabalhadores estão de parabéns, pois se mantiveram unidos e mobilizados", destaca Aristeu.

Os funcionários reclamavam melhores condições de trabalho, incluindo, entre outras reivindicações, reajuste de 10% nos salários e aumento do tíquete-refeição para R$ 10,00. "A falta de atenção e avanço concreto das negociações, iniciadas há cinco meses, foi o que levou os funcionários à paralisação, que teve resultado positivo", revela Aristeu Carriel.

Ele lembra que pelo segundo ano consecutivo, a diretoria da Fundação pôde constatar a união dos trabalhadores e sua disposição em lutar por seus direitos. "E mais uma vez os trabalhadores demonstram boa vontade em esperar que suas reivindicações econômicas sejam atendidas. Eles vão se manter unidos ao Sindicato, pois estão cientes de que com esta união fortalecem ainda mais a nossa luta para garantir direitos e conquistas", conclui Aristeu.

 

 

 

Sindicato da Saúde de Campinas e Região
Junho/2008