A poucos dias do verão, médicos alertam sobre o câncer de pele

07/12/2017

Faltando poucos dias para o verão — a estação começa oficialmente no dia 21 de dezembro —, a SDB (Sociedade Brasileira de Dermatologia) lançou a campanha Dezembro Laranja, como tema “Se exponha mas não se queime”, para alertar a população sobre o câncer de pele. Este é o tipo mais incidente no País e corresponde a 30% de todos os tumores malignos.

 

Apesar da alta incidência da doença, o dermatologista André Lauth explica que o câncer de pele tem baixa letalidade. "Quando diagnosticado precocemente, tem grandes chances de cura".

 

O câncer de pele se caracteriza por uma proliferação celular anormal e descontrolada, e apresenta diferentes variações: CBC (carcinoma basocelular), que acomete as células da camada mais profunda da epiderme; o CEC (carcinoma espinocelular), que se manifesta nas camadas mais superiores da pele, e melanoma, que tem origem nas células produtoras de melanina, explica a dermatologista Amanda Vieira.

 

— O melanoma é o menos frequente, mas o tipo de câncer de pele de pior prognóstico e com o maior índice de mortalidade. Geralmente, se inicia como uma pinta, acastanhada ou enegrecida, que pode mudar o tamanho, a cor e o formato, às vezes causa sangramento.

 

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Alguns indícios que merecem atenção e podem ser sintomas da doença:

 

- Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;

 

- Uma pinta preta ou castanha, que muda sua cor ou textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;

- Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

 

Pessoas com histórico da doença na família ou que tenham muitas pintas no corpo devem ter cuidado redobrado, pois possuem maior probabilidade de desenvolver o câncer de pele, alerta Amanda. Ela ainda explica que alguns casos podem estar associados a cicatrizes crônicas, além de exposição ao tabagismo e radiação.

 

Cuidado com o sol

 

A doença, que tem como principal causa a exposição excessiva à luz do sol ou das câmaras de bronzeamento, surge com mais frequência em áreas que ficam mais expostas como rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo (em calvos), ombros e costas. A qualquer sinal diferente, a recomendação é sempre procurar um especialista.

 

Fonte: R7

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