Campinas não fracionará vacina contra febre amarela

10/01/2018

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (9) o fracionamento de doses da vacina contra a febre amarela em 75 cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, na campanha que acontecerá entre fevereiro e março. A dose padrão é de 0,5 ml e garante imunidade por toda a vida. Já a dose fracionada, de 0,1 ml, protege por oito anos, segundo testes da Fiocruz. Um frasco com 5 doses da vacina, por exemplo, pode vacinar 25 pessoas e um frasco com 10 doses pode vacinar 50. O objetivo da campanha é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. O fracionamento não deve atingir a região de Campinas, que concentra 61,5% das epizotias - morte ou adoecimento de primatas - no Estado, e casos autóctones em humanos nas cidades de Itatiba, Campinas, Amparo e São João da Boa vista.

 


Em São Paulo, a campanha do Ministério da Saúde ocorrerá de 3 a 24 de fevereiro em 52 municípios do Litoral e Vale do Paraíba, entre eles Guarujá, Santos, São Vicente, São Sebastião, Caraguatatuba, Bertioga, Ubatuba, Ilhabela, Aparecida, Pindamonhangaba, São José dos Campos, São Bernardo e Taubaté. A meta é imunizar 6,3 milhões de pessoas. Desse total, 4,9 milhões receberão a dose fracionada e 1,4 milhão a padrão. Profissionais de saúde vão passar por treinamento para fazer o fracionamento.

 


Segundo o Ministério da Saúde, a vacina fracionada não é indicada para crianças menores de dois anos; pessoas com condições clínicas especiais (vivendo com HIV/Aids, ao final do tratamento de quimioterapia e pacientes com doenças hematológicas, entre outras), gestantes e viajante internacional (que deve apresentar comprovante de viagem no ato da vacinação). A secretaria foi questionada sobre o fracionamento, mas até o fechamento da edição não deu retorno.

 


Mais casos

 


Nesta terça, Atibaia e Jarinu informaram mais três mortes por febre amarela, após conclusão de exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz. Em Atibaia, as vítimas foram uma jovem de 22 anos e um idoso de 89. Os casos em humanos são os primeiros registrados na cidade. Em Jarinu, a vítima foi uma mulher de 54 anos. Ela morava em um sítio onde havia sido relatada a morte de macaco, ainda assim a vítima teria recusado tomar a vacinação, segundo a Prefeitura. Os dois municípios lançaram alerta convocando a população para a imunização.

 


De 2017 até esta segunda-feira (8), foram confirmados 29 casos autóctones de febre amarela silvestre no Estado. Treze dos 29 casos autóctones evoluíram para óbitos nos municípios de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lúcia, São João da Boa Vista, Itatiba, Mairiporã e Nazaré Paulista. Com os casos de Atibaia e Jarinu, esse número pode aumentar. Os demais casos autóctones, que evoluíram para cura, ocorreram em Campinas, Águas da Prata, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti, Mococa/Cassia dos Coqueiros, Jundiaí e Mairiporã.

 


Já em relação à morte ou adoecimento de primatas não humanos, como macacos, bugios e outros, ocorreram 2.491, entre julho de 2016 até o momento, com a confirmação de positividade em 617 animais por meio de análise laboratorial pelo Instituto Adolfo Lutz, sendo 61,5% deles na região de Campinas. Somente na cidade de Campinas foram confirmados 16 macacos com febre amarela em 2017, mas desde outubro não há casos novos, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde. Em Itatiba também foram 16 macacos positivos e 12 casos aguardam resultado. Em Vinhedo, são dez ocorrências positivas em macacos. Questionada sobre o fracionamento, a Prefeitura de Campinas informou que não há orientação nesse sentido.

 

Fonte: Correio

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