Santa Casa de Mogi Mirim não paga primeira parcela do 13º salário e greve é decretada para o dia 11

05/12/2018

A Santa Casa de Mogi Mirim não pagou no último dia 30, a primeira parcela do 13º salário dos funcionários e já avisou que não vai pagar o benefício dentro dos prazos estipulados pela Lei. Portanto, os trabalhadores decidiram em assembleia realizada na segunda-feira dia 03, não aceitar a proposta do Hospital de realizar o pagamento em fevereiro de 2019 e decretaram greve a partir do próximo dia 11. A gota d’água para os trabalhadores foi o fato da Santa Casa não ter pago o 13º do ano passado e agora propor pagar o deste ano só em 2019.

 

O Sinsaúde possui uma ação na justiça contra a Santa Casa pelo não pagamento do 13º de 2017. Vale ressaltar que o Sinsaúde possui uma tradição de anos, apoiada por boa parte dos trabalhadores, de que quando o empregador não paga a primeira parcela no dia 30, o Sindicato sugere que a empresa faça o pagamento integral do 13º, até o dia 10 de dezembro, sem cobrança de juros e multa. Assim paga-se a primeira em atraso e antecipa-se a segunda. Por isso a greve está marcada para o próximo dia 11 a partir das 6h00.

 

O diretor jurídico do Sinsaúde, Paulo Gonçalves, explicou que a situação na Santa Casa é inaceitável e cobrou mais postura do Hospital. “A Santa Casa não pode continuar assim, sem diálogo com o Sindicato penalizando seus funcionários. Uma entidade filantrópica que depende do SUS não deve ficar esperando dinheiro cair do céu, precisa se mexer para honrar seus compromissos; deve por exemplo, correr atrás de agentes políticos que possam intermediar junto aos governos, verbas que venham suprir este tipo de necessidade”, explica Paulo.  

 

Já a diretora sindical, Isilda Grassi Cola Choquetta, explica que o Sindicato acatará todas as decisões tomadas pelos trabalhadores e que deixará à disposição todos os meios possíveis para auxiliar os profissionais na luta por seus direitos. “O trabalhador não pode se calar, o 13º é um direito que ele espera o ano todo para suprir seus anseios e quando chega a hora, o empregador falha com sua obrigação, um absurdo”, explica.

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