Estado de greve na Santa Casa de Araras é mantido após MPT convocar nova audiência

11/12/2018

 O estado de greve dos trabalhadores da Santa Casa de Araras está mantido, diante do impasse colocado pela administração hospitalar em audiência de mediação realizada nesta segunda-feira pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) a pedido do Sinsaúde Campinas e Região. A Santa Casa alegou não ter recursos para pagar o 13º salário de seus trabalhadores, mesmo com o repasse feito pelo município.


Além do Sinsaúde, que ingressou com o pedido de audiência, participaram da audiência no MPT em Campinas a Santa Casa de Araras e a Prefeitura do município. Representantes da Santa Casa informaram que o hospital não tinha caixa para pagamento e que aguardava um empréstimo bancário para quitação do débito com os funcionários, porém sem data prevista para liberação.  


Já os representantes da Prefeitura informaram que o hospital solicitou no dia 07 de dezembro um adiantamento da contratualização no valor de R$ 500 mil, que foi liberado para pagamento dos salários atrasados e aquisição de insumos e medicamentos.


Com o objetivo de encontrar uma solução para o problema, o procurador do Trabalho Fábio Massahiro Kosaka convocou nova audiência para 11h de amanhã (12), desta vez com a participação da Associação São Luiz Saúde, responsável pelo gerenciamento do plano de saúde, que possui exclusividade na Santa Casa.


“Considerando a gravidade da situação vislumbrada na audiência, a Santa Casa e a Associação deverão se fazer representar pelo provedor e pelo presidente, respectivamente”, considerou o procurador. Durante assembleia com os trabalhadores, realizada ontem à noite, foi tirada uma comissão para acompanhar a audiência.


Os resultados da audiência e os encaminhamentos da greve serão discutidos em nova assembleia com os funcionários às 18h desta quarta-feira, na Santa Casa de Araras, em frente ao cartão de ponto. “A promotoria entendeu a gravidade da situação e esperamos que o Hospital traga para nova audiência uma solução, de modo que os trabalhadores e a população de maneira geral não sejam penalizados”, afirmou o secretário-geral do Sinsaúde, Anselmo Bianco.


 

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