Queixas na Saúde crescem 87% desde início do governo Jonas

06/06/2019

 O número de reclamações sobre serviços de saúde recebidas pela Ouvidoria da Prefeitura de Campinas aumentou 87% desde o início do governo Jonas Donizette (PSB). No primeiro trimestre de 2013, quando o prefeito tomou posse, foram 350 queixas feitas contra o setor. De janeiro a março deste ano, seis anos depois, o número saltou para 656. 


Desde o começo do ano passado, as queixas referentes à saúde são separadas entre a secretaria da área e a Rede Mário Gatti, criada no fim de 2017 para gerenciar o sistema de atendimento de urgência e emergência na cidade. 

A maior parte das reclamações (584) ainda diz respeitos aos serviços realizados pela secretaria - responsável pela atenção básica. Outras 72 queixas foram feitas contra a Rede Mário Gatti, que gerencia, por exemplo, os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde. Na área, lideram as queixas os medicamentos (143 casos). Consultas médicas aparecem em segundo lugar (92). 

"Ouvidoria é um dos termômetros que a gente pode ter na Saúde. O que mudou de 2013 para hoje é uma absurda expansão de serviços. De 2016 para 2017 crescemos 40% e em 2018 foi mais 7%. Isso em consultas na atenção básica. São cinco milhões de procedimentos por ano. Eu acho que 600 em um universo de cerca de 1,8 milhão por trimestre não é muito", afirmou o secretário de Saúde, Carmino de Souza. 

Para o vereador Pedro Tourinho (PT), presidente da Comissão de Saúde da Câmara, o aumento reflete o descaso da atual administração com a área. 

"É um reflexo claro de uma política desmonte e omissão, que foi a marca nestes últimos anos do SUS em Campinas. Houve uma redução continuada de quadro pessoal, de carga horária, tudo sem reposição. Houve também aumento da falta de medicamentos. Pouco a pouco houve o sucateamento da rede, e mesmo com os alertas feitos, nenhuma providência foi tomada", disse. 

Os dados da Ouvidoria também reforçam a "liderança" da saúde nas reclamações recebidas pelo governo. Desde 2008, as estatísticas são divulgadas sempre por trimestre, e a última vez em que a saúde não figurou no topo do ranking foi no segundo trimestre de 2017 (quando os Serviços Públicos dominaram as reclamações). 

"Falta de médico e remédios são as que mais preocupam. Em 2018 tivemos um número alto, quase 50% de falta de remédios. Hoje está mais equilibrado. Médicos estamos fazendo concurso. Vai ter o programa Mais Médicos, mas perdemos muitos profissionais aposentados", concluiu o secretário. 

Fonte: ACidadeON

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