Vitória! Sinsaúde garante convênio médico gratuito aos trabalhadores do Vera Cruz, associados ao sindicato

19/08/2019

O Sinsaúde Campinas e Região garantiu na Justiça o direito a convênio médico gratuito para os trabalhadores do Hospital Vera Cruz, Vera Cruz Associação de Saúde e Ressonância Magnética Campinas Ltda. A decisão da 11ª Vara do Trabalho de Campinas assegura a assistência médica sem cobrança de mensalidade e de coparticipação aos funcionários associados ao sindicato.

 

A presidente do Sinsaúde, Leide Mengatti, afirma que a Justiça também determinou o reembolso dos valores pagos pelos empregados a título de coparticipação em consultas e procedimentos médicos e ainda prevê multa no caso de descumprimento da decisão.

 

A diretora Maria de Lourdes Carvalho Cruz acrescenta que o cumprimento da sentença deve ser comprovado pelas empresas no prazo de 30 dias após o trânsito em julgado da decisão.

 

Como explica o diretor José Augusto de Sousa, na ação ajuizada pelo Sinsaúde, o juiz Artur Ribeiro Gudwin ponderou os apontamentos do sindicato e considerou ilegal a alteração na forma de concessão da assistência médica a partir de outubro de 2018, quando as empresas passaram a cobrar coparticipação de seus funcionários em alguns procedimentos médicos, desconsiderando as condições mais favoráveis existentes em acordo anterior, como previa a Convenção Coletiva de Trabalho.

 

Segundo Leide a decisão judicial é uma conquista para os trabalhadores. “Conseguimos garantir a manutenção da gratuidade da assistência médica para os associados, evitando que sejam penalizados com o pagamento de coparticipação. É uma grande vitória do Sinsaúde para os trabalhadores”.

 

 

 

Sinsaúde apura denúncias sobre falta de controle do banco de horas

 

O Sinsaúde protocolou ofício no Hospital Vera Cruz, em Campinas, solicitando esclarecimentos sobre denúncias de falta de controle do banco de horas, inclusive com débito de horas indevidas. Conforme relato ao sindicato, o caso chegou a ser levado ao conhecimento dos gestores pelos próprios colaboradores. Além de não haver solução, os trabalhadores relataram que foram ameaçados de dispensa em caso de novas reclamações.

 

Em resposta, a administração admitiu problemas: “Inicialmente, o Vera Cruz informa que alterou o seu sistema de folha de pagamento e algumas divergências no banco de horas foram realmente constatadas...”. Acrescenta que são problemas pontuais e que estão sendo resolvidos. Também diz que a informação de que colaboradores foram ameaçados é “mentirosa”.

 

Ora, a própria resposta do Vera Cruz admite os problemas. Cabe, portanto, ressaltar que se existe mentira, certamente, não é por parte do trabalhador, que simplesmente relatou uma situação na empresa, para a qual precisava da intervenção do sindicato para resolver!

 

O Sinsaúde continua orientando os trabalhadores do Vera Cruz e a categoria em geral a buscarem o sindicato sempre que se sentirem ameaçados!

 

Contraproposta do Sinsaúde amplia situações em que trabalhadores do Vera Cruz podem se ausentar sem que haja redução no pagamento do PPR

 

Sinsaúde protocolou esta semana a contraproposta do Acordo Coletivo de Trabalho para pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR) do Grupo Vera Cruz. No documento, o sindicato indica as situações em que as faltas não devem ser consideradas para redução do pagamento do benefício.

 

A proposta inicial, apresentada pelo Vera Cruz ao sindicato, vincula o pagamento do PPR ao desempenho de área (30%) e ao absenteísmo (70%). E as situações em que são admitidas as faltas se restringem à licença maternidade ou paternidade e auxílio previdenciário, decorrente de acidente de trabalho.

 

A presidente do Sinsaúde, Leide Mengatti, explica que o sindicato considerou que há outras situações em que a ausência do trabalhador é justificável e que ele não deve ser penalizado por isso. Essas situações foram apresentadas ao Grupo Vera Cruz: falta em decorrência de morte, casamento e 1 dia útil para solucionar problemas decorrente de saúde na família, além das ausências decorrentes de atestado médico e das situações previstas no artigo 473 da CLT (Consolidações das Leis do Trabalho).

 

“Não é razoável, por exemplo, que um trabalhador tenha que enterrar um parente e a sua ausência ao trabalho seja considerada falta para a redução do pagamento do PPR, ou que ele fique doente e deixe de se tratar para não ter desconto no benefício. Nesses dois casos, o trabalhador seria penalizado duas vezes. Além disso, seria admitir que o lucro está acima da saúde do trabalhador”, afirma Leide.

 

Outro apontamento feito pelo Sinsaúde, como explica o diretor José Augusto de Sousa, é que não se pode exigir que o contrato de trabalho esteja ativo no momento do pagamento do PPR. A diretora Maria de Lourdes Carvalho Cruz esclarece que o pagamento deve, sim, ser realizado a todos os empregados, inclusive aos desligados da empresa sem justa causa ou a pedido, ainda que de forma proporcional.

 

Leide disse, porém, acreditar no bom senso do Grupo Vera Cruz. “Certamente os gestores irão considerar os nossos apontamentos e ponderar quanto ao elastecimento do rol de situações em que o trabalhador poderá se ausentar sem que o PPR seja reduzido”, concluiu.

[ FECHAR ]
[ FECHAR ]

GALERIA MULTIMÍDIA

VER TUDO

instagram

youtube