Cidades com surto de sarampo chegam a 53 em todo o país; mais de 90% estão em SP

20/08/2019

 O Ministério da Saúde divulgou que 53 cidades estão na lista de surto de sarampo. Dessas, mais de 90% ficam no estado de São Paulo, sendo 49.

 

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, foram confirmados 1.319 casos da doença neste ano. Outros 6.556 aguardam resultado dos exames.

 

Para prevenir que os números aumentem, as prefeituras estão fazendo ações de vacinação. Em Itu (SP), a campanha de vacinação contra o sarampo começou nesta segunda-feira (19) nos 16 postos de saúde.

 

A cidade tem dois casos confirmados de sarampo e 14 casos suspeitos. Além de Itu, os municípios de Capela do Alto e Votorantim foram incluídos pelo Ministério da Saúde na lista das cidades com surto da doença.

 

Em Sorocaba, a campanha começou em julho. A cidade registrou 12 casos de sarampo em 2019 e está na lista das 49 cidades paulistas com surto da doença no país.

 

De acordo com Glaucia Monique Portilio, coordenadora de uma unidade de saúde de Sorocaba, as ações de bloqueio devem ser iniciadas em até 72 horas depois da notificação do caso. A primeira etapa é vacinar quem teve contato com a pessoa com suspeita de sarampo.

 

Quando há uma nova suspeita, amostras são enviadas para o Instituto Adolfo Lutz, na capital. Mas, como a procura é grande, o resultado, que antes demorava uma semana, agora não sai em menos de 1 dias. Mas, antes disso, equipes de saúde já fazem ações de bloqueio.

 

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por um vírus ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

 

Os sintomas são febre tosse, irritação nos olhos e manchas vermelhas na pele. O sarampo pode causar pneumonia, infecção no ouvido e encefalite aguda. A cada mil crianças doentes, até três podem morrer de complicações.

 

Em nota, o Instituto Adolfo Lutz informou que foi montada uma força-tarefa para atender à demanda por exames de sarampo.

 

As cidades de Votorantim e Capela do Alto ainda não começaram a vacinação de crianças de seis meses a um ano. Os dois municípios acreditam que foi um erro a inclusão na lista do Ministério da Saúde, feita pela Secretaria de Estado.

 

Fonte: g1

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