Em entrevista ao jornal O Liberal, diretor do Sinsaúde fala sobre greve dos funcionários da Funcamp

02/10/2020

Confira a reportagem do jornal O Liberal e os esclarecimentos dados pelo diretor Alfred Souza a jornalista Marina Zanaki. 

Funcionários do Hospital Estadual de Sumaré anunciam paralisação

Os funcionários do HES (Hospital Estadual Sumaré) anunciaram que vão entrar em greve a partir do dia 7 de outubro. A categoria reivindica aumento salarial e abono em reconhecimento aos esforços diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O percentual mínimo de 30% de serviços deve ser mantido, de acordo com o Sinsaúde Campinas e Região.


Segundo o sindicato, essa será a primeira greve de funcionários do hospital estadual. Ainda há a expectativa de chegar a um acordo em reunião que foi proposta para o dia 5 de outubro com a direção do hospital e da Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp), que é responsável pelas verbas.

A pauta do sindicato prevê reajuste de 5% nos salários, aumento de 13% no vale-refeição (dos atuais R$ 370 para R$ 420), pagamento do teto de 40% de insalubridade (hoje é pago 20%), e mudança de cargo para funcionários contratados como auxiliares, mas atuam como técnicos. A categoria reivindica pagamento de quatro parcelas de R$ 500 como abono emergencial em função da pandemia.

Técnico em enfermagem no HES e diretor do sindicato, Fred Souza disse que as negociações ocorrem desde o final de maio. Até o momento, a posição do HES ao sindicato é que não haverá reajuste.

“Os funcionários estão cansados, há muitos anos não tem um reajuste digno, geralmente 2% ou 3% divididos em seis vezes. Em 2017 o reajuste foi zero. Queremos sim aplausos e homenagens [pela atuação na pandemia], mas também nossos direitos”, declarou o sindicalista.

Um protesto está marcado para o dia 5 de outubro, em frente ao hospital, e uma assembleia no dia seguinte vai definir turnos e horários para garantir a continuidade dos serviços essenciais. Fred estima que, dos 1.291 funcionários, haja adesão de 800.

A Funcamp orientou a reportagem a buscar o HES. A assessoria de imprensa do hospital informou que não iria se posicionar nesta quinta-feira.

Em setembro, o diretor-superintendente do HES, o pneumologista Maurício Wesley Perroud Júnior, disse ao LIBERAL que a pandemia provocou uma crise econômica, além de elevar os preços de insumos básicos.

“Falar que vou dar x por cento de aumento vou estar enganando, porque não sei quanto terei de dinheiro mês que vem. Tenho um cenário, mas é especulativo, não tenho certeza que o Estado no ano que vem terá dinheiro para bancar meu orçamento. Se eu assumir que vou dar reajuste ou bônus antes de chegar final do ano pra saber o quanto gastei, é chute. Posso falar, vou dar aumento, e chegar em novembro não tenho dinheiro para o 13º porque dei aumento”, disse o diretor na ocasião do aniversário de 20 anos de fundação do HES.

Fonte: O Liberal
Para conferir a reportagem na página do jornal CLIQUE AQUI

 

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