Sinsaúde consegue na Justiça testagem para trabalhadores da Beneficência Portuguesa

09/04/2021

Os trabalhadores da Real Sociedade Portuguesa de Beneficência serão testados para Covid-19, gratuitamente, após decisão da Justiça do Trabalho. O Sinsaúde conquistou a decisão, no dia 22 de março, e o juiz determinou que todos os trabalhadores sintomáticos fossem testados para verificar a presença do Sars-Cov2, vírus que provoca a doença. 


A Justiça do Trabalho também determinou que os trabalhadores contaminados sejam afastados de suas funções para não haver perigo de transmissão para colegas e pacientes e também sejam garantidos os EPIs para todos os funcionários. “Nossa preocupação está em manter a qualidade no ambiente de trabalho e a saúde do trabalhador para que possa cuidar com qualidade da população que busca o hospital, porque todos podemos ser vítimas da Covid”, pondera a presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento. 
Paulo Gonçalves, diretor Jurídico, lembra que a decisão judicial determina que todos os sintomáticos devem ser testados, independente da exposição a doentes. “O Sindicato está atento para o cumprimento da decisão para garantir a segurança dos trabalhadores, tanto em relação a testagem quanto com o fornecimento de EPIs e afastamentos necessários”.

O diretor sindical Moacir Pizano, que trabalha na Beneficência, afirma que esta decisão traz tranquilidade e segurança para os cerca de 800 trabalhadores, “pois podem exercer suas funções com qualidade e sabendo que sua saúde está sendo monitorada”. As medidas já estão sendo tomadas. Enfermagem, Controle de Acesso e Manutenção foram vacinados. Todos os funcionários sintomáticos devem passar pela testagem. Caso isto não ocorra, o Sindicato deve denunciar a Justiça que aplicará sanções ao Hospital, como multa diária.

A doença alcançou diversos trabalhadores da Beneficência, entre eles, o diretor sindical Geraldo Soares, que ficou 12 dias internados, 8 deles na UTI. “Fiquei entre a vida e a morte”, conta ele, que revelou que há entre os trabalhadores medo de pegar a doença e de transmitir para pacientes e familiares. “Só tenho a agradecer aos colegas e ao corpo técnico que me deram muito carinho, atenção e respeito nestes dias difíceis”. 
 
Elaine Marques, técnica de Enfermagem, contou que pegou duas vezes Covid e a doença deixou várias sequelas. Da segunda vez, ficou afastada de 14 de junho até 3 agosto, e ainda é acompanhada por pneumologista e usa bombinha. “Sinto dores de cabeça, taquicardia, perdi cabelo e fico cansada rapidamente”, resume. Soares revela que houve casos entre motoristas, pessoal da manutenção e recepcionista, alguns sequelados com trombose e até com perda de membro.
[ FECHAR ]
[ FECHAR ]

GALERIA MULTIMÍDIA

VER TUDO

instagram

youtube