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Sofrimento mental afeta 62,1% dos profissionais de enfermagem

13/09/2021

Pesquisa do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) com 10.329 trabalhadores de enfermagem mostrou que em um ano e meio de pandemia 62,1% desses profissionais enfrentam algum tipo de sofrimento mental relacionado ao trabalho. A maior parcela da categoria, formada por enfermeiros, obstetrizes, técnicos e auxiliares de enfermagem, enfrenta más condições de trabalho e jornadas extenuantes de trabalho e teve suas condições de trabalho levadas ao limite no atendimento a pacientes com covid-19. Dos cerca de 2 milhões de trabalhadores em enfermagem do país 89% são mulheres que têm dupla e tripla jornada.


Em uma audiência pública realizada no dia 1º de setembro na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a presidente do Sindisaúde, Bernadete Giacomini, apontou o medo e a insegurança dos profissionais de enfermagem. Ela lamentou a falta de reconhecimento da profissão e informou que são inúmeros os casos de afastamento no RS por doença e pedidos de demissão. “Agradecemos os aplausos e correntes de orações, mas isso não traz comida no prato”, alertou.

Piso salarial
O projeto de Lei Federal nº 2564/2020, que altera a Lei nº 7498/1986, para instituir o piso salarial nacional e a carga horária dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem, está parado no Senado. De autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), após alterações, o texto prevê pisos de R$ 4,7 mil para enfermeiros, R$ 2,6 mil para técnicos e R$ 2,3 mil para auxiliares e parteiras.

De acordo com a pesquisa, 70,2% dos entrevistados relataram sintomas físicos como fraqueza, tonturas, dores em geral, problemas para respirar, dormência, formigamentos, dificuldade de concentração e esgotamento físico e/ou cansaço. Outros 64,5% tiveram sintomas emocionais, como medos, sentimentos de culpa, pânico e esgotamento mental e/ou pensamentos ruins. O levantamento “Percepção do sofrimento mental dos profissionais de enfermagem em meio à pandemia da Covid-19”, revela ainda que 71,4% dos entrevistados relacionam esses sintomas à sobrecarga de trabalho e 40,1% às condições de trabalho.
 
Fonte: extraclasse.org.br 
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