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Sindicato da Saúde de Campinas e Região, 1/9/2009

Dia 25 de março marcou o fim de um hospital, de 200 leitos e 720 empregos


Confira a integra do Jornal Unidade & Ação 1982 - Sobre a situação do Sabin

O dia 25 de março vai ficar na memória de pelo menos 800 trabalhadores e 50 mil pessoas. Foi um dia de tristeza que marcou a desativação do Hospital Albert Sabin, antiga Clínica Santo Antonio, um estabelecimento de saúde com mais de 50 anos de existência. Sua última sede era na Av. Barão de Itapura, praticamente no coração de Campinas. Lágrimas e revolta marcaram o 25 de março para os trabalhadores, alguns dos quais com mais 50 anos de dedicação ao hospital.

Num clima tenso e triste, nesse dia, os funcionários decidiram, em assembléia, suspender uma greve que completava nove dias. As cartas já estavam na mesa: não havia dinheiro para o pagamento dos salários e nem para o vale-transporte. A paralisação que teve início no dia 17 de março já não se justificava diante do aviso dado pela diretoria, confirmando o fechamento do hospital. Mais 260 trabalhadores passaram a engrossar a fila de 400 ex-funcionários demitidos no ano passado e que ainda lutam para receber seus direitos.

A população, que confiou no Sabin para cuidar de sua saúde, não encontrava formas para demonstrar seu desagrado. Até o Procon, órgão de defesa do consumidor, nega-se a receber mais denúncias dos usuários e demonstra entender pouco do caso, o que se explica diante do silêncio das autoridades.

 

 

Sindicato da Saúde de Campinas e Região
Abril/2008