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Cerca de 500 mil servidores públicos estaduais da região de Campinas passam a contar com um hospital de referência: o Hospital Albert Sabin. A informação foi divulgada ontem pelo presidente do Instituto de Medicina e Cirurgia Stolf (IMCS), o cirurgião Noedir Stolf, durante anúncio da ampliação da parceria do IMCS com o Grupo Sabin para gestão do hospital, firmada em meados deste ano e que permitiu a reabertura do serviço de internação e cirurgias da unidade hospitalar.
Stolf afirmou que a meta do grupo é oferecer cirurgias de todas as especialidades e atrair outros convênios de saúde. “O primeiro a ser fechado foi com o Iamspe (
Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual
)”, adiantou. O cirurgião disse que o acordo prevê atendimento a cerca de 500 mil na região.
“O projeto é estendermos o atendimento do Albert Sabin a todos os planos de saúde”, afirmou Stolf. Pelo novo acerto, o IMCS, que coordenava apenas o centro cirúrgico e unidades de terapia intensiva (UTIs), passa a administrar também o pronto-socorro do hospital campineiro. Segundo Stolf, o acordo com o Iamspe já foi fechado, mas o atendimento ainda depende da liberação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), prevista para os próximos dias, para que o hospital possa fazer também cirurgias cardíacas e de alta complexidade. Atualmente, os servidores estaduais contam basicamente só com o atendimento do Hospital do Servidor, em São Paulo.
“O IMCS está ampliando sua parceria. Isso significa que vai desenvolver mais ações e atividades dentro do hospital, atender a mais convênios e aumentar, de maneira significativa, o número de cirurgias oferecidas em Campinas”, comemorou o administrador jurídico do Grupo Sabin, Carlos Alberto Politano. Segundo ele, a expectativa é passar da média atual de 70 para 200 cirurgias mensais.
Para alcançar a meta, está previsto também o aumento do número de leitos, dos atuais 25 para 100 nos próximos três meses. “O atendimento do pronto-socorro também será revisto, uma vez que a demanda pelo serviço vem crescendo muito desde sua reabertura”, citou Politano.
“A cidade de Campinas tem uma enorme necessidade de leitos e a capacidade do Sabin é maior do que a necessidade do Plano Micromed (
do próprio hospital
). Sabendo da importância dessa ampliação, o IMCS está garantindo que essas mudanças aconteçam”, disse Stolf. Politano destacou que, com a ampliação, o hospital deve abrir novos postos de trabalho, permitindo a recontratação de funcionários que foram demitidos com a crise que levou ao fechamento do hospital para internações e cirurgias no início deste ano.
A parceria foi firmada em 25 de junho, o que possibilitou a reabertura do hospital em setembro, voltando a ser a unidade referência para os cerca de 30 mil conveniados do Sabin e de outros convênios associados, e trouxe a possibilidade de realização de cirurgias cardíacas, que só aguardam a liberação da Anvisa.
Stolf destacou que a ampliação da parceria é resultado de acordos com grupos de médicos e do apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde), mas não envolve nenhum plano de saúde.
Fonte: Jornal Correio Popular
Campinas, quarta feira 13 de novembro de 2008
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