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Sindicato da Saúde de Campinas e Região, 1/9/2009

Vitória para os trabalhadores do Hospital de Caridade de São Vicente de Paulo de Jundiaí


Os funcionários do Hospital de Caridade de São Vicente de Paulo vão ser indenizados pelos feriados trabalhados no período de 2002 a 2005. Quem determinou o pagamento foi a juíza Edna Pedroso Romanini, da 1ª Vara do Trabalho de Jundiaí, em sentença proferida na ação movida pelo Sinsaúde em 2002.

A juíza entendeu que o cumprimento da jornada de trabalho no sistema 12x36 não afasta o direito ao recebimento dos feriados trabalhados. Estes dias devem ser remunerados em dobro, na forma do disposto na Lei 605/49, salvo se compensados com folgas ou horas extras.

O Acordo Coletivo de Trabalho, assinado, na época, entre o Hospital São Vicente e o Sinsaúde Campinas e Região, determinou que o tempo de trabalho de 12x36, ou seja, 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, teria duas folgas mensais. “Se o acordo inclui somente duas folgas, o hospital é obrigado a conceder todos os feriados aos funcionários. Muitos hospitais acataram a reivindicação do Sindicato e concedem três folgas, sendo que nesse caso os feriados já estão compensados, com exceção do dia 12 de maio, que é o Dia do Trabalhador da Saúde”, explica Anselmo Eduardo Bianco, diretor do Departamento Jurídico do Sinsaúde.

Embora ainda não haja uma data definida para que os trabalhadores recebam o pagamento determinado pela Justiça, a decisão já está em vigor, faltando apenas o levantamento dos valores. De acordo com Anselmo Bianco, o Acordo Coletivo feito entre o hospital e o Sinsaúde foi fundamental para essa decisão, pois serviu de base para a juíza entender a jornada especial de trabalho dos funcionários do hospital. “A Justiça agora analisa todos os casos para a determinação dos valores a serem pagos e, quando isso começar a acontecer, o Sinsaúde entrará em contato com os trabalhadores”, avisa ele.

É mais uma vitória do Sindicato com relação à defesa dos direitos dos funcionários. "É muito importante que todos os trabalhadores da saúde estejam cientes de seus direitos e fiscalizem isso junto ao hospital. A união entre todos é fundamental para que os acordos coletivos sejam respeitados e, acima de tudo, que não ocorram violações. É juntos que poderemos lutar por melhores condições de trabalho e contra as injustiças que sempre são cometidas contra os trabalhadores da saúde", completa Edson Laércio de Oliveira, presidente do Sinsaúde Campinas.

 

Sindicato da Saúde de Campinas e Região
Março/2008